AJOELHANDO DIANTE DO PECADO


Nuvens esparsas, estranho céu, Raios fúlgidos espalham luz, Ilumina o dia que vem chegando, Deixando em frangalhos a escuridão. O tempo faz tic tac, Fragmentando a ironia, Deixando em pedaços a hipocrisia, Dos homens que andam a pé, A procura de suas mulheres cristãs, Que não usam burca, nem lêem o alcorão, Mas são limitadas a dizer sim ou não.

Enquanto a nossa experiência não chegar, Acho melhor esperarmos na fila, Em um silêncio quase mortal, Como as tumbas e os faraós, Que descansam a história de uma civilização, Despertando vez ou outra a timidez da morte, Que ronda por aí levando a todos, Um poder estranho e imensurável.

Ei, esqueça o que eu disse até agora, E me traga sua versão pro dia que está chegando,

Para eu entender melhor a madrugada que se foi.

O céu agora além de nuvens, tem uma estrela, Mas continua estranho e mórbido, Parece querer dizer alguma coisa, Outra verdade, ou apenas mais uma mentira, Que corrói minha mente entorpecida, Grata por mais uma alucinação, Lembre-se que atrás de uma grande promessa, Há pessoas iludidas e quase sangrando, Esperando a última chance de acreditar, A última chance de entender o porquê, Que aas pessoas ficarem iludidas, Com as ideias e os planos traçados, Nunca darem certo, De tudo ser feito em nome de um certeza maior, Que invade meu dia e destrói minha noite. E o céu ainda está estranho, Como as nuvens, uma estrela, E agora com o vento trazendo alento.

Ei, me traga agora sua melhor performace, Ajoelhe-se diante dos seus pecados, E comece a relembrar de tudo que passou.


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